sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fuga no. III dos Tremendões La Gente Buena

O que nós, do La Gente Buena propomos é uma maneira sustentável de (re) pensar o mundo. (Re) Pensar nossas ações, nossas emoções, reações e opiniões sobre certos acontecimentos desses nossos (bizarros) tempos. Há muito que o homem tenta saciar uma sede exagerada de conhecimento em termos científicos e tecnológicos. Das máquinas que substituíram o trabalho do homem e o alienaram dentro do processo produtivo à criação da bomba atômica, a maneira mais brilhante que o homem encontrou de destruir sua própria casa, ou melhor, a casa de todos os seres vivos, das plantas aos pássaros..
Nossas vidas são movidas pelo dinheiro. Somos ensinados que tempo é dinheiro, que dólar na carteira traz sorte, que sinal de sucesso e felicidade são carros importados e bolsas de R$4.000. Para que tais objetivos sejam alcançados, deixamos que nossas vidas sejam guiadas unicamente pelo Capital. Esse Capital (ou seria Capetal ?) nos torna indivíduos, indivíduos que não se preocupam mais com o coletivo, com o seu papel na sociedade, e por que não, no Universo( você pensa que somos Loki, bicho ?).
Nossa proposta visa debater os males do Capitalismo e da Globalização como a predação da natureza, exploração do homem pelo homem, maltrato aos animais, poluição, sociedade do consumo e indústria cultural e também de que maneira os males de uma sociedade moralista podem atrasar o verdadeiro desenvolvimento humano. Preconceito, injustiça, ganância, intolerância... Prezamos pela não-violência a toda e qualquer hora. Preconceitos para com negros, índios, pobres, nordestinos, homossexuais, injustiça social, a necessidade insana de acúmulo de riquezas, desperdício, ostentação, intolerância religiosa ou ideológica, isso tudo é coisa do PASSADO, meu amigo (a)!
Através de uma discussão SAUDÁVEL visamos discutir novos paradigmas frente à todos esses problemas expostos acima. Propostas de paz, de cultura, de integração dos povos. Para os La Gente Buena, as culturas não se oprimem, se respeitam. Quer dizer: como atingir a tão sonhada sustentabilidade quando os interesses dos grandes estados capitalistas têm como objetivo uma massificação da cultura, transformando-nos numa sociedade global de consumidores supérfluos estressados e deprimidos? Existe AMOR na competição? NÃO! Na cooperação? SEMPRE!
Como nos desligar desses inúmeros padrões de comportamento invisíveis? Certamente não atráves da Revista Veja ou da nova(ou velha) novela das 8.
Tomar mais sol, sorrir mais, ler poesia, pisar descalço na areia, caminhar mais a pé, alimentar-se de maneira saudável e vagarosa, buscar novos conhecimentos, subir novas montanhas, encontrar os amigos, compartilhar histórias e experiências...constituir-nos em um UNO-TODO, onde vale mais a diversidade do que cem mil réis. Essa é a nossa proposta. Somos (A)Gentes do Bem. Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida, e da nossa também.

João Oliveira
laGENTEbuena
04/11/09

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Descarte-se da velha opinião formada.

A cultura do descartável é algo muito complexo para a gentedobem do lagentebuena. A maneira como a sociedade saiu do campo para as cidades revolucionou a forma como se produz alimentos, uma de nossas necessidades básicas. O luxo e as possibilidades de uma vida melhor na cidade maravilhou os sonhos dos cidadãos da época. Logo, as cidades tornaram-se grandes cidades, com pessoas chegando e partindo todos os dias em busca desse mesmo sonho ultrapassado de “vida melhor na capital”.
Este deslocamento trouxe para o mundo uma queda no número de pequenos produtores agrícolas, auto-sustentáveis, pois estes agora encontravam-se apertados em cubículos na bela urbe, sem 1m² pra plantar se quer um pé de manjericão. Como a cidade proveria a alimentação destas pessoas? A brilhante resposta foi a Revolução Verde; prometiam que com a intervenção tecnológica no campo a fome no mundo em desenvolvimento seria resolvida. Bom, foi realmente uma revolução, pois introduziu os agrotóxicos e as sementes hibridas nas culturas tradicionais, acabando com conhecimentos ancestrais e o mais importante: sementes crioulas! Já pensou nas diversas quantidades de milho que existiam aqui na América? Diversas cores e tamanhos foram substituídos pelo amarelinho da empresa X. A Revolução Verde também mecanizou o trabalho no campo, substituiu o trabalhador pela máquina, deixando inúmeras pessoas sem opção se não ir para a cidade arriscar a sorte. Descartaram-se gerações.
Por não produzir mais seus alimentos, o povo da cidade depende de uma ampla rede de distribuição de alimentos, o que encarece o preço que se paga pelo alimento processado, congelado, embalado, transportado e distribuído. E tudo isso pára dentro de uma sacolinha de plástico que vai parar na Caximba, lixão à céu aberto. A falta de alimentos naturais alí na sua horta faz com que exista a demanda por embalagens descartáveis para transportá-los mais facilmente até os urbanóides que já não plantam. Compramos a bandeijinha de morangos com agrotóxicos porque não temos onde plantar e nem tempo para fazê-lo, nossas vidas estão tão corridas com o prazo do relatório da coorporação do senhor John Wayne; este relatório é de extrema importância para que Mr. Wayne consiga comprar mais jóias para sua amada, uma vez que a vida dela é tão vazia, tão deprimida e botoxzada e ele não sabe mais o que fazer, você bem que poderia ajudá-lo, não?
OK, isso foi um parênteses. AS EMBALAGENS circulam muito rapidamente nas nossas vidas, tudo vem no plástico, na latinha, no isopor, e pra onde vai tudo isso? Isso, que um dia já foi natureza, acaba matando o que hoje resta da natureza. A natureza transformada nesses materiais que usamos pra transportar as coisas maravilhosas de nossa vida moderna, acabam sendo DESCARTADAS de maneira muito imprópria, contaminando rios e vidas.
“agora tá bom, o futuro é que é negro” alguns insistem em pensar. Lagentebuena alerta: o futuro é agora! Precisamos ter uma postura mais séria em relação às embalagens descartáveis, e perceber que sua cultura permeia a vida da sociedade. TUDO É PASSÍVEL DE SER DESCARTADO: caderno, celular, cônjuge, camisa.
Parte do preço que pagamos pelas coisas, vem dessas embalagens, feitas especialmente para ir para o lixo e contaminar nosso futuro.
Reduza, recicle, reutilize. Estamos atrasados. Repensemos nossas vidas, e as dos outros seres do planeta. Será que o que se vê na TV pode ser chamado de realidade? Todos são bonitos, dirigem carros importados, amam à luz de velas e champagne? Você já parou pra pensar no dia de seu José, catador do seu lixo, que ajuda a fachada da sua casa a ficar mais bonita, mais semelhante a essa bela farsa que vivemos?
Pense nele. Pense em seu José.

João Oliveira
Lagentebuena
(01/12/2009)