Pensemos no encanto provocado pela novidade, na maneira como somos avaliados pelo que consumimos; a explosão de crédito para o consumo, a propaganda agressiva que nos bombardeia e nos massifica 24 horas por todos os lados. O mercado como entidade incontrolável. O comprometimento de nossos líderes políticos com o empresariado. O pico petrolífero, aumento dos preços dos alimentos. Nossa Água, nossa Amazônia, o futuro dos nossos filhos. Acredito que vivemos num período histórico muito crucial para a construção de algo novo. Desperta, América do Sul! Quantos tempos mais nos manterão conquistados por esse imperialismo consumista que tem por objetivo esmagar nossas raízes? Como viver numa sociedade onde antigos moralismos impedem avanços humanitários e modernas tecnologias criam maneiras mais eficazes de destruição?
Explorar, devastar, produzir, consumir, descartar. Nova ditadura, regras que regem nosso subconsciente, felicidade num carro importado, uma calça transada, essa máscara cai quando?
Quando a fome, que já assombra milhões de pessoas no mundo passe a atingir bilhões? Quando o capitalismo se mostrar como o mais insustentável dos modos de produção? Não será tarde demais para a Natureza, a nossa Terra?
É chegada a hora de mostrarmos a esse gigante aparentemente indomável quão capazes somos de desenvolver nossos próprios caminhos. Rompamos os tratados, traiamos os ritos, comecemos de um zero que não se atenha ao fardo do passado e nem ao idealismo no futuro. Vivamos o agora, a partir de nossas cabeças, nossas mãos, nossas ações. Busquemos uma nova consciência, uma consciência capaz de eliminar preconceitos, dogmas, injustiças, quebrar paradigmas e nos mostrar como através do conhecimento e troca de experiências a metamorfose ambulante se torna real.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
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